domingo, 4 de abril de 2010

Nanotecnologia


A nanotecnologia é uma realidade cada vez mais próxima de nós. Muitas vezes não nos damos conta de quão próxima de nós ela está.

Entre os manufaturados que já passam por mudanças graças à nanotecnologia estão, por exemplo, os cosméticos mais eficazes, tecidos com funções antissépticas, sapatos com palmilhas bactericidas, filtros solares com maior tempo de proteção, remédios com maior poder de cura e máquina de lavar roupa que promete eliminar 99,9% das bactérias que se formam na sua cuba (estrutura onde as roupas são depositadas).

Essa lavadora é coberta por uma resina especial de polipropileno nanoestruturado com partículas de prata. Por enquanto, o polipropileno aditivado com nanopartículas de prata é aplicado apenas na linha de máquinas semi-automáticas. E até mesmo a Embrapa também tem aplicado a nanotecnologia na indústria alimentícia. Segundo o órgão ligado ao Ministério da Agricultura, o filme comestível é uma espécie de película nano extremamente fina que reveste frutas e legumes focando a sua conservação.

Um levantamento sumário nas publicações que circulam sobre nanotecnologia aponta para os seguintes produtos e serviços que estariam no mercado:

· Tecidos resistentes a manchas e que não amassam;

· Raquetes e bolas de tênis;

· Capeamento de vidros e aplicações antierosão a metais;

· Filtros de proteção solar;

· Material para proteção (screening) contra raios ultravioleta;

· Tratamento tópico de herpes e fungos;

· Nanocola, capaz de unir qualquer material a outro;

· Pó antibactéria;

· Diversas aplicações na medicina como cateteres, válvulas cardíacas, marca-passo e implantes ortopédicos;

· Produtos para limpar materiais tóxicos;

· Produtos cosméticos;

· Sistemas de filtração do ar e da água;

· Microprocessadores e equipamentos eletrônicos em geral.

Os maiores investidores em nanotecnologia são o Japão e os Estados Unidos. Os investimentos do setor privado, o envolvimento de grandes corporações americanas, como a Xerox, IBM e a HP, e de mega-empresas japonesas indicam que as aplicações pelo setor privado são superiores às do setor público.

Nesses países, os setores privado e público investem em áreas distintas da nanotecnologia. O setor privado, especialmente as empresas de alta tecnologia, tem direcionado seus esforços para a miniaturização dos componentes eletrônicos, ou seja, está na corrida para gerar sistemas computacionais de maior desempenho e mais compactos. Embora algumas empresas, como a Hewlett-Packard, Kodak e Xerox, já invistam em pesquisas de desenvolvimento de dispositivos moleculares, a nanotecnologia molecular, para se tornar competitiva, ainda depende do investimento do Estado.

O impacto na área cosmética é significativo: é possível, por exemplo, obter-se emulsões O/A ou A/O com tamanhos de partículas até mil vezes menor que as tradicionais (macroemulsões). Para termos idéia do que isso significa, uma macroemulsão possui de 100 a 1 μm; a nanoemulsão possui de 220 a 100 nm; uma microemulsão, de 100 a 10 nm; e uma solução micelar, de 10 a 1 nm.

Portanto, a base da nanotecnologia é a redução de partículas em escalas até mil vezes menores que na microtecnologia – medida utilizada atualmente, por exemplo, nos chips. Trata-se da construção de estruturas e materiais em escala nanométrica, em medidas equivalentes a 1 milímetro dividido por 1 milhão de vezes. A nanotecnologia permite a fabricação de produtos com características diferenciadas, porque modifica as propriedades dos materiais no nível atômico.

Nos cosméticos, são utilizados nanolipídeos de origem natural que encapsulam os princípios ativos, permitindo uma liberação controlada e prolongada na pele. Basicamente, são nanoestruturas lipídicas de origem fosfolipídica, de transporte seletivo e controlado; são análogos estruturais das membranas celulares que também são constituídas por fosfolipídeos. As principais vantagens é que aumentam a penetração de ingredientes ativos no substrato, seja na pele ou no cabelo, e diminuem os efeitos não desejados dos princípios ativos, como, por exemplo, a toxicidade.

A liberação do ingrediente ativo para o substrato é mais efetiva; existe a possibilidade de uma melhor distribuição no substrato; promove aumento da estabilidade físico-química e da solubilidade de ingredientes ativos; aumenta a permeabilidade através da pele, causando melhora da eficácia biológica dos ingredientes ativos.

Enfim, o mecanismo de ação dos nanocosméticos é bem simples: as nanopartículas carregam consigo os princípios ativos para as camadas mais profundas da epiderme. Penetram na pele através da camada córnea, formada por células mortas, que tem como função principal reduzir a perda de água da pele.

Depois, seguem pela camada granulada, que concentra queratina, substância responsável pela firmeza da pele. É nesse ponto que alguns ativos, como os ácidos e os nutrientes agem; já a camada espinhosa, que responde pela resistência cutânea, é quem recebe os ativos de ponta mais conhecidos do mercado. Quem efetivamente recebe os ativos nanosferizados é a camada basal, a mais profunda da pele. É aqui que os cremes melhoram a qualidade das células na sua formação, retardando o envelhecimento da pele.

Os ativos nanosferizados mais conhecidos são, sem dúvida, as vitaminas, mas é certo que ainda veremos muitos ativos tradicionais serem transformados em nanosferas. É uma realidade crescente para a indústria cosmética e é também uma realidade nas prescrições, pois, em tempo de globalização, os pacientes, com uma enorme gama de informações, solicitam esse tipo de ativo, sempre pensando na promessa de resultados mais rápidos e eficazes.



Fonte: Valéria Maria de Souza

celulite



O termo "celulite" foi, durante muitos anos, utilizado pelos cirurgiões para designar afecções purulentas do tecido conjuntivo. E em 1920, Alquier e Paviot, médicos que residiam em Lyon, na França, pela primeira vez definiram a celulite como uma distrofia celular complexa, não inflamatória, do sistema mesenquimatoso, acompanhada de uma disfunção do metabolismo aquoso, causando uma saturação do tecido conjuntivo pelos líquidos intersticiais. Essa disfunção complexa é o resultado da resposta do tecido conjuntivo a uma agressão traumática, tóxica, infecciosa e, principalmente, em virtude de um distúrbio endócrino.

Dessa forma, fica claro que o termo foi erroneamente adotado para determinar uma disfunção hídrica e lipídica do tecido conjuntivo. Atualmente, o termo utilizado pela área de saúde é hidrolipodistrofia ginóide, principalmente por ser uma afecção predominantemente encontrada em mulheres. Outro nome cientificamente mais adequado é paniculopatia fibroedemato esclerótica; contudo, de nada adianta essas atualizações para designar a afecção, pois, em muitos casos, se não todos, se trata de um transtorno psicossocial para os pacientes, uma vez que o nome publicitário ‘celulite’ já foi adotado popularmente.

Não se consegue dissociar a celulite da obesidade ou, melhor dizendo, da gordura localizada, até porque, em três dos seus quatro estágios de evolução etiopatogênica, as células gordurosas estão intimamente envolvidas, do estímulo à síntese de gordura até a formação de macronódulo que comprime nervos e vasos, promovendo dor e anoxia ao tecido, e rompe macromoléculas de sustentação, promovendo flacidez.

O que se pode dizer de toda a evolução científica nesse segmento é que é no sistema endócrino em que encontraremos os grandes avanços para o equilíbrio bioquímico do metabolismo. O estímulo do AMPc leva a um aumento da quebra de gordura em ácidos graxos e glicerol por meio da ativação da enzima lipase. Receptores alfa-2 adrenérgicos, assim como a enzima fosfodiesterase, podem inibir o AMPc, e com isso aumentar a síntese de gordura no organismo e proporcionar um aumento da celulite.

De qualquer forma, outros hormônios também podem proporcionar esse efeito negativo, como, por exemplo, a insulina que aumenta a entrada de açúcar nos adipócitos; a prolactina que aumenta a retenção de água nos tecidos; e a adrenalina que, por um efeito de vasoconstrição, diminui o retorno de líquidos do tecido conjuntivo. Por outro lado, os hormônios androgênicos, formados pelas glândulas adrenais, ovários e testículos, são os grandes vilões nesse assunto. O mais importante androgênio é a dihidrotestosterona, originária da testosterona pela ação da enzima 5-alfa-redutase, por sua ação em receptores em todas as células do organismo. A testosterona pode ser considerada o segundo andrógeno em importância, porém da testosterona também podem se originar o estradiol e hormônios metabólitos derivados pela atividade da enzima aromatase P450, presente em vários órgãos.

Durante o processo de envelhecimento, os níveis de hormônios sexuais, andrógenos e estrógenos decaem significativamente, originando uma síndrome designada Síndrome de Deficiência Hormonal, que, no homem, é denominada andropausa e, na mulher, menopausa, sendo que ambos apresentam sintomas característicos. A queda da produção hormonal ocorre principalmente no nível das gônadas (testículo e ovário) e menos nas outras regiões produtoras, como no caso das glândulas adrenais. Em função disso, é rotina na clínica diária a reposição desses hormônios por via exógena com o objetivo de diminuir os sintomas associados à diminuição da produção endógena.

A diminuição da produção hormonal tanto no homem quanto na mulher ocorre nos dois tipos de hormônios, andrógenos e estrógenos. Segundo Dobs AS et al., o uso de reposição hormonal em mulheres utilizando andrógenos e estrógenos associados pode melhorar a composição corporal, força muscular, qualidade de vida e função sexual nas pacientes utilizando o produto ativo, estatisticamente diferente do placebo. Já segundo BHASIN S et al., o uso de suplemento de testosterona por homens idosos apresenta efeitos benéficos, melhorando a massa muscular e a performance sexual, bem como a qualidade de vida nos pacientes tratados.

Em função desses e de tantos outros artigos científicos sobre o mesmo tema, observou-se que um dos efeitos colaterais eram as lesões características na pele e no local da aplicação, com aparência anatômica semelhante à celulite. Após a interrupção desse tipo de tratamento, as lesões típicas da celulite desapareceram da pele dos pacientes, retornando a pele ao seu estado normal.

Estudos realizados a respeito do resultado do uso de testosterona na pele causando o efeito de lipodistrofia ginóide revelaram que ocorre em virtude da metabolização da testosterona via enzima aromatase P450, presente nos fibroblastos da camada da epiderme, que faz a transformação de testosterona em estrógenos.

A literatura técnica já ensina que os estrógenos têm vários efeitos no tecido adiposo, e, segundo Mizutani et al., foi demonstrada a presença de receptores de estrógenos no tecido adiposo de animais e humanos. Também O´Brien SN et al. descrevem que o tecido adiposo subcutâneo tem elevada quantidade de receptores de estrógenos.

Diante dos fatos, concluiu-se que o desenvolvimento da celulite ocorre em virtude de uma conversão da testosterona em estrógeno pela enzima aromatase p450 presente na epiderme, sendo que o estrógeno induz a alterações metabólicas, aumentando a espessura do tecido adiposo e levando ao aparecimento da lesão típica da celulite. Não é de outra forma que observamos muitas formulações de uso tópico e oral contendo substâncias ativas (pseudo-hormônios, suplementos, fitoterápicos, entre outros) com capacidade de inibir a atividade estrogênica periférica, seja por bloqueio total ou parcial de receptores de estrógenos ou por inibição da enzima aromatase P450.

A patente US 6.071.526, por exemplo, descreve um método para tratamento de celulite que compreende a aplicação tópica de uma substância que inibe a formação e/ou ação de estrógenos, melhorando, dessa forma, os distúrbios do tecido adiposo conectivo subcutâneo. As substâncias inibidoras de estrógenos segundo aquela invenção incluem, entre outros, inibidores de aromatase e inibidores de estrógenos. Como esta, existem outras patentes, inclusive brasileiras, sobre o mesmo tema.

Mediante tudo o que temos no arsenal científico, fica evidente que os produtos cosméticos são apenas auxiliares no tratamento desta afecção e que os estudos técnicos devem mostrar um futuro próspero com novos produtos dermatológicos e/ou endocrinológicos para o real tratamento da celulite, principalmente no que se refere a como fazer para a substância ativa chegar ao seu sítio de ação.



Fonte: Luiz Gustavo Martins Matheus

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pesquisa brasileira revela um novo indicador para o risco cardíaco


RIO - As medidas usuais da circunferência da cintura e do quadril e o índice de massa corporal (IMC) podem ser indicadores do risco de desenvolver doença coronariana. Mas um novo estudo aponta um outro indicador, bem menos conhecido: a gordura visceral abdominal.

Segundo a pesquisa do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a área de gordura visceral abdominal superior a 150 cm² aumenta em quase três vezes as chances de adquirir doença arterial coronariana. Acima de 100 cm² ou 110 cm², começam a surgir complicações metabólicas da gordura visceral, como aumento nos níveis de glicose, colesterol e hipertensão.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista internacional Atherosclerosis, avaliou 125 indivíduos (71 homens e 54 mulheres), com idade média de 56 anos, sem diagnóstico prévio de doença coronária.

Submetidos a exames de tomografia computadorizada, cerca 70 pacientes (56%) apresentaram medidas das áreas de gordura visceral abdominal “significativamente associadas ao diagnóstico de doença arterial coronária”, diz o trabalho. Os pesquisadores também verificaram que, quando os pacientes foram submetidos a exames antropométricos e tomográficos tradicionais, os resultados não indicaram uma associação com a doença arterial coronariana.

De acordo com Luiz Francisco Rodrigues Ávila, médico do InCor e um dos autores do estudo, uma das explicações para a não detecção da gordura visceral (que se encontra em uma estrutura mais profunda dentro da cavidade abdominal) nos exames convencionais é a falta de instrumentos para isolar o tecido adiposo subcutâneo:

– Quando realizamos a medida da cintura em um indivíduo estamos incluindo na aferição o seu tecido adiposo subcutâneo que não está relacionado com doença arterial coronariana. Por isso, medidas semelhantes da circunferência abdominal podem representar riscos metabólicos completamente diferentes por não conseguir estimar com precisão a adiposidade visceral.

O projeto coordenado pelo pesquisador, intitulado “Relação de gordura visceral abdominal e doença coronária avaliada pela tomografia computadorizada de múltiplos detectores”, teve apoio da Fapesp.

Segundo Ávila, o exame de tomografia computadorizada ainda não faz parte do padrão de diagnóstico:

– Mas, diferentemente do que se imagina, é um exame facilmente reprodutível. Um hospital que tenha tomógrafo, desde o mais simples ao mais complexo, em qualquer lugar do país, pode realizá-lo. É fácil de ser feito e é um fator indicativo importante.

Ele destaca que a tomografia é o único método pelo qual é possível – com um único corte no abdômen na altura do umbigo – identificar e medir o índice de gordura visceral:

– Quando se vai ao cardiologista e se faz a medida da cintura, cerca-se o risco sem olhar dentro da artéria, considerando a gordura da parede abdominal como se fosse a mesma da visceral, mas são diferentes. A gordura visceral é muito mais perigosa do que a subcutânea.

O estudo não verificou relação direta entre obesidade e gordura visceral:

– Um indivíduo pode ser obeso e não ter um índice elevado de gordura visceral. Ao se analisar a coronária desse paciente, podemos ter ausência de sintomas da doença – diz Ávila.

Segundo Ávila, duas pessoas podem ter a mesma medida de circunferência e, no exame de angiografia (método de visualização dos vasos sanguíneos), somente uma delas apresentar diagnóstico de doença arterial coronariana.

A doença arterial coronariana é uma das principais causas de morte em todo o mundo. Mas seus sintomas demoram para aparecer.

– Até a artéria ter 70% de obstrução, geralmente não há sintomas, e os exames convencionais não apresentam alterações significativas – disse Ávila.

Mas, segundo ele, cerca de 68% do infartos têm ocorrido em pessoas que apresentam placa menor que 50%.

– É uma discrepância porque só enxergamos a doença quando ela apresenta obstrução maior do que 70%, mas os pacientes têm tido infarto com placa menor do que 50%. Os exames podem estar normais em relação a outros fatores de risco, mas a pessoa pode enfartar por conta de uma placa não detectada.

Uma das questões, segundo Ávila, é tentar compreender por que a gordura que está na parede do abdômen não tem tanta importância como a que se encontra nas vísceras.

– Ambas são depósitos gordurosos, mas a visceral é mais danosa – explicou. – Tentamos demonstrar que existe sensibilidade e especificidade da gordura visceral que é muito maior na indicação da doença coronária do que a medida do diâmetro abdominal.

Alex Sander Alcântara, da Agência Fapesp.
Fonte: JORNAL DO BRASIL – RJ

Fibra reduz circunferência abdominal


A ingestão de grandes quantidades de fibras diariamente pode ajudar a prevenir o ganho de peso e o aumento da circunferência abdominal, conhecidos fatores de risco cardiovascular. A conclusão é de um estudo holandês que acaba de ser publicado no "American Journal of Clinical Nutrition".

Pesquisadores do National Institute for Public Health and the Environment avaliaram dados de quase 90 mil europeus com idades entre 20 e 78 anos. Todos os voluntários eram saudáveis e nenhum sofria de males como câncer, doenças cardiovasculares ou diabetes no início do estudo. Os participantes foram acompanhados por seis anos e meio.
As informações sobre os hábitos alimentares foram coletadas usando questionários validados em vários países. O objetivo era investigar a associação da ingestão total de fibras -considerando o consumo de cereais, frutas e vegetais- com mudanças no peso e na circunferência abdominal.

Segundo os autores, o consumo de fibras foi associado inversamente com ganho de peso e aumento da cintura. A ingestão acima de dez gramas por dia foi relacionada a uma redução de 0,08 centímetros na circunferência abdominal a cada ano. As fibras provenientes dos cereais foram as mais relacionadas à diminuição da barriga.

"As fibras estimulam os hormônios da saciedade", explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Isso diminui a ingestão calórica total, promovendo a perda de peso. A redução da circunferência abdominal é uma consequência.

Os especialistas apontam, ainda, outro benefício das fibras. "Sabe-se que as fibras ajudam a controlar a glicemia e o colesterol e isso ajuda a reduzir a gordura abdominal", completa o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo. A gordura abdominal é a mais relacionada às doenças cardiovasculares por ser considerada mais aterogênica -tem mais facilidade de se depositar na parede das artérias.

As fibras são nutrientes presentes nos vegetais que resistem à digestão e à absorção no intestino. Elas podem ser de dois tipos: solúveis e insolúveis. As primeiras, encontradas em legumes, aveia e frutas como a maçã, formam um gel em contato com a água, aumentando a viscosidade dos alimentos. Elas são associadas à redução do colesterol e controle da glicemia.

Já as insolúveis, presentes nos grãos integrais, farelos e verduras, passam intactas pelo trato gastrointestinal, facilitando o trânsito intestinal. São mais relacionadas à prevenção de tumores. Atualmente, recomenda-se a ingestão de 25 gramas de fibras todos os dias -o que equivalente a cinco porções diárias de vegetais.

Medida da cintura
As últimas diretrizes brasileiras sobre obesidade estabelecem que a circunferência abdominal não pode passar de 102 cm em homens e de 88 cm em mulheres.
No Japão, esse limite é ainda mais estrito para os homens, que não podem ter mais do que 85 centímetros de cintura. Para as mulheres, o máximo é 90.

Uma campanha lançada pelo governo japonês pretende fiscalizar as medidas para diminuir os problemas decorrentes do excesso de gordura. A medida da cintura costuma ser feita anualmente e, segundo uma lei de 2008, é obrigatória para quem já passou dos 40 anos.
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO – SP

Vitrine: Natura Lança Duas Novas Cores de Delineadores






Realçar o olhar é o desejo de grande parte das mulheres que se maquiam e o delineador é uma das armas mais poderosas para isso. Com um traço discreto rente aos cílios ou mais ousado e grosso, o produto transforma qualquer visual. Para criar diferentes looks, a linha de maquiagem Natura Diversa amplia o portfólio de delineadores a partir de março de 2010 com duas novas cores, marrom e azul.

O uso do delineador vem ganhando força no Brasil e esteve presente em quase todos os looks modernos de 2009. Para usar o produto sem medo de errar, Marcos Costa, maquiador da Natura, dá dicas importantes e diz que somente o treino vai fazer com que o traço saia perfeito. Para ele, um bom truque na hora de aplicar o delineador é jogar a cabeça toda para trás porque dessa maneira você é capaz de enxergar toda a pálpebra e ao contrário do que a maioria pensa, nunca se deve esticar a pálpebra para conseguir o traçado.

"Comece o traço pelo canto externo dos olhos fazendo um risco um pouco mais grosso e vá afinando em direção ao canto interno. Aplique sempre após a sombra. O delineador preto e marrom são clássicos e caem bem com qualquer maquiagem, já o azul pede um make mais neutro”, explica Marcos.

Como aplicar o delineador
- O delineador deve ser aplicado sempre após a sombra.

- Em frente ao espelho incline levemente a cabeça para trás para enxergar toda a pálpebra.

- Fuja da mania de esticar a lateral dos olhos.

- Comece aplicando o produto do canto externo do olho, com um traço um pouco mais grosso, e afine em direção ao centro.

- Quando estiver treinando, tenha por perto demaquilante e hastes flexíveis.

Sobre Natura Diversa

Natura Diversa traz um novo conceito para a maquiagem. Mais do que a escolha de cores, possibilita a real expressão da individualidade. Através do refil, reduz o impacto ambiental e estimula a reposição de cores, de acordo com o estilo de cada mulher. Os ingredientes naturais, extraídos de forma sustentável, completam a linha com toque especial de maciez, beleza e tecnologia. Para a mulher que olha para o mundo e para os outros, mas não se compara. Olha para si mesma. E sabe que a sua própria beleza é a beleza do planeta.

Saiba mais sobre os produtos:

Natura Diversa Delineador Para Olhos Com pincel para aplicação, traz cor intensa e boa durabilidade. Tem tampa alongada que permite traços precisos e delicados. Disponível na cor preta e nas novas cores marrom e azul.

Informações sobre estes e outros produtos Natura, além de contato com as Consultoras, podem ser obtidas com o SNAC – Serviço Natura de Atendimento ao Consumidor, telefone 0800-115566, pelo e-mail snac@natura.net ou visitando o site: www.natura.net.
Fonte: Assessoria de Imprensa Natura

Papel do farmacêutico na sociedade

No ano de 1997, a Organização Mundial da Saúde, divulgou uma documentação sobre qualidades gerais que o farmacêutico deve possuir (The role of the pharmacist in the health care system - O papel do farmacêutico no sistema de atenção à saúde) Estas qualidades, em número total de 7, deu o nome ao profissional 7 estrelas, são elas:

  • Prestador de serviços farmacêuticos em uma equipe de saúde;
  • Capaz de tomar decisões;
  • Comunicador;
  • Líder;
  • Gerente;
  • Atualizado permanentemente;
  • Educador.

Assistência farmacêutica

assistência farmacêutica é um conceito que engloba o conjunto de práticas voltadas à saúde individual e coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial. São os farmacêuticos responsáveis por prestar o conhecimento do uso de medicamentos de forma racional.

A Resolução n° 338, de 6 de maio de 2004 do Conselho Nacional de Saúde do Brasil, diz que a assistência farmacêutica é conjunto de ações voltadas à promoção, à proteção, e à recuperação da saúde, tanto individual quanto coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial, que visa promover o acesso e o seu uso racional; esse conjunto que envolve a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população.


Manipulação: alternativa para falta de alguns medicamentos

O trabalho do farmacêutico magistral também possibilita ao médico prescrever doses não disponíveis na indústria. Recorre-se à farmácia de manipulação, digamos, no tratamento de crianças que não toleram os medicamentos nas doses usuais. Além disso, a atuação do farmacêutico magistral pode ser importante para suprir uma falta na indústria

História

Inicialmente os farmacêuticos eram designados por boticários, ou seja, aqueles que trabalhavam em boticas. Sabe-se da existência de boticários em Portugal desde o século XII.

O primeiro diploma referente à profissão farmacêutica que se conhece em Portugal data de 1338. Reflectindo a importância do papel do boticário, Tomé Pires (c.1465 -1540), boticário de D. Manuel I, foi enviado para a Índia em 1511 como Feitor das Drogas em Cananor. A sua missão era analisar, seleccionar e adquirir as drogas orientais (muitas das especiarias tinham aplicações medicinais), destinadas às naus da Carreira da Índia no período dos descobrimentos. A 27 de Janeiro de 1516, Tomé Pires enviou de Cochim um Rol de Drogas onde descreve de forma pioneira a origem das drogas asiáticas e explica a situação geográfica e política das terras mencionadas. A sua informação terá sido a primeira que forneceu pormenores sobre a sua origem, enumerando algumas características de drogas tão diversas como aljôfar, o aloés, a alquitira, o âmbar, o bálsamo, o bedélio, o cátamo aromático, a canafístula, a canela, a cânfora, o carpobálsamo, a casa línea, a erva lombrigueira, a escamónes, o espiquenardo, o esquinanto, o estoraque liquido, a galanga, a goma arábica, as gomas fétidas, o incenso, espódio, o lápis-lizúli, o linaloés, os mirabólanos, a mirra, a múmia, o ópio, a palha-de-meca, os rubis, o ruibarbo, o sal amoníaco, a sarcacola, o sene, os tamarindos, o tincar, a turbite, o xilo e a zedoária. Tomé Pires teve o propósito de esclarecer o rei de Portugal sobre a geografia vegetal exacta dos produtos em que era perito, anotando a qualidade, a proveniência, o valor e a maneira de os obter e comercializar. Este objectivo foi amplamente concretizado na Suma Oriental que redigiu em Malaca e na Índia, entre 1512 e 1515. Destacou-se depois como o primeiro embaixador português na corte chinesa, sendo autor de Suma Oriental (1515), onde descreve as plantas, drogas medicinais do Oriente e além de aspectos medicinais E também exaustivamente todos os portos de comércio, de interesse potencial para os portugueses no Oceano Índico.